Pizzaria Eccellenza – Botafogo

Saboreado por Leonardo Spinardi | Categorias: botafogo, pizzas | Publicado em 10-05-2011

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Fachada da Pizzaria Eccelenza, no pólo gastronômico de Botafogo.

Fachada da Pizzaria Eccellenza, no pólo gastronômico de Botafogo.

Fico perdido sempre que passo pelas imediações do Pólo Gastronômico de Botafogo, tamanha a quantidade de bares e restaurantes que se apresentam dos dois lados das calçadas de diversas ruas do bairro. Quando passo de carro, percebo que um deles sempre apresenta uma chamativa fila de espera na porta, que me instiga a saber o que é que esse lugar tem de tão bom que está sempre muito cheio. Seria hype ou uma pizza de exuberante qualidade? Parti para Botafogo, numa sexta à noite, para me juntar à famosa fila do Restaurante e Pizzaria Eccelenza.

Cornicioni - Discos de massa de pizza fina crocante - 1/2 Alho e 1/2 Flor de Sal e Alecrim - R$ 19,90.

Cornicioni - Discos de massa de pizza fina crocante - 1/2 Alho e 1/2 Flor de Sal e Alecrim - R$ 19,90.

A primeira boa surpresa que tive foi que, apesar da fila estar grande, a rotatividade foi boa e em menos de 15 minutos a recepcionista nos chamou, avisando que havia uma mesa disponível. Ficamos no segundo andar, coladinhos à escada pela qual subimos porque, claro, o primeiro andar estava lotado.

Não me recordo de ter visto no cardápio nenhum prato de massas como spaghetti, fetuccini ou lasagna. Nas folhas do cardápio, algumas entradas como calzoneli e pão da casa e muita, mas muita variedade de pizza. Ficava até difícil escolher. Para fazer o pedido correto, optamos por ler o cardápio beliscando algo. Nossa entrada ficou por conta de um Cornicioni – Discos de massa de pizza fina crocante – metade Alho e metade Flor de Sal e Alecrim (R$ 19,90). Nada mais é do que a clássica pizza branca, aquela bem crocante, só que com variações de sabor. A de alecrim é a tradicional, que aqui ganha uma frescura de “Flor de Sal”. Gostei da variante com alho. Combinou muito bem!

Pizza metade Parma, metade Funghi. Deliciosa, mas não veio bem quente como deveria - R$ 42,40

Pizza metade Parma, metade Funghi. Deliciosa, mas não veio bem quente como deveria - R$ 42,40

Enquanto beliscávamos a pizza branca, conseguimos chegar a uma conclusão a respeito do sabor da pizza. “O” sabor da pizza, não. “Os” sabores. Com tanta opção, é um sacrifício ter que escolher um sabor só. Escolhemas as pizzas de Parma – Pomodori pelati, mozzarella especial, tomate caqui, presunto de Parma e orégano (R$ 41,50, a inteira); e de Funghi – Pomodori pelati, mozzarella especial, cogumelo de Paris fresco, manjericão fresco e orégano. (R$ 42,40, a inteira). Como de praxe, paga-se pela mais cara. Mas nesse caso a diferença era pouca.

Chegamos a cogitar outros sabores tentadores como a Perla – pomodori pelati, mozzarella de búfala, camarões flambados, shiitake refogado no azeite e alho, aspargos verdes e azeite trufado (R4 47,90) ou a Gioia – pomodori pelati, mozzarella especial, seleção de cogumelos e alcachofras refogados com hortelã, manjericão fresco, vinho branco, alho e limão, orégano (R$ 43,50). Mas acabamos ficando mesmo com a Parma e a de Funghi.

Devo confessar que a pizza demorou cerca de 20 minutos para chegar, mas o garçom nos dava alguma satisfação enquanto aguardávamos ansiosos. Quando chegou, o mesmo garçom nos serviu e colocou um pedaço em cada prato, apoiando a pizza numa bancada de tijolos que ficava ao lado da mesa. O primeiro pedaço servido já não estava muito quente. Gostosa? Sim, saborosa, diferente, porém morna. O pedaço seguinte eu diria que já estava frio. Estávamos com grande expectativa sobre a pizza e não queríamos saboreá-la fria. Pedimos ao garçom que retornasse com ela ao forno, mas ainda assim não voltou quente como deveria. A fome atropelou nosso bom senso e comemos a pizza meia-boca, morna, o que sem dúvida influênciou na nossa percepção de sabor.

Insatisfeitos, de certa forma, seguimos para o doce momento da sobremesa. Minha mulher dispensou uma escolha própria e beliscou da Banana Passione que eu pedi. Criada pelo chef Milton Schneider, é composta por bananas flambadas em calda de laranja e cointreau, cobertas por gengibre doce à Juliana. Acompanha sorvete de baunilha com farofa de castanha (R$ 15,80). Compensou a decepção da pizza com uma sobremesa deliciosa e, como vocês podem ver, diferente. Recomendo a sobremesa, mas vou ter que dar mais uma chance à pizza para poder fazer o mesmo com ela.

 

Banana Passione - Bananas flambadas em calda de laranja e cointreau, cobertas por gengibre doce à Juliana. Acompanha sorvete de baunilha com farofa de castanha - R$ 15,80.

Banana Passione - Bananas flambadas em calda de laranja e cointreau, cobertas por gengibre doce à Juliana. Acompanha sorvete de baunilha com farofa de castanha - R$ 15,80.



RESUMO DO JANTAR:

Em um restaurante especializado em pizza gourmet, esperava ter uma experiência encantadora com o carro-chefe da casa. Pelo fato disso não ter acontecido, uma vez que a pizza não chegou quente a nossa mesa, nem mesmo quando solicitamos que ela voltasse ao forno, fica difícil tentar salvar a resenha e falar do ambiente rústico que é bacana, com pedras e madeiras, e até do atencioso garçom que nos atendeu. A pizza veio fria e ponto A deliciosa sobremesa não chega a salvar a experiência. Confiando nas sempre existentes filas do restaurante, creio que “dei azar” e fico tentado a conceder uma segunda chance ao restaurante para que a pizza tenha sua revanche. Só não sei quando.


Já enfrentou a famosa fila da Pizzaria Eccelenza? E achou que as pizzas valeram a espera? COMENTE ESSE POST e enriqueça esta resenha!


Pizzaria Eccellenza

Rua Visconde de Caravelas, 121
Botafogo – Rio de Janeiro – RJ
Tel: (21) 2535-0591 (reservas) | (21) 2266-5774 (delivery)
http://www.eccellenza.com.br

Banana Passione – Bananas flambadas em calda de laranja e cointreau, cobertas por gengibre doce à Juliana. Acompanha sorvete de baunilha com farofa de castanha – R$ 15,80.


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Restaurante Chaps – Botafogo

Saboreado por Leonardo Spinardi | Categorias: botafogo, chinesa, frutos do mar, indiano, japonês, orientais, peixes, rodízio, tailandês | Publicado em 23-02-2011

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Fachada do restaurante asiático Chaps, na Conde de Irajá, em Botafogo.

Fachada do restaurante asiático Chaps, na Conde de Irajá, em Botafogo.

Durante o período em que fiz fisioterapia em Botafogo, sempre que passava em frente a este restaurante, com fachada modernosa, ficava atiçado com a possibilidade de experimentar as delícias asiáticas expostas num cartaz na vitrine, que citava ingredientes da comida japonesa, chinese, tailandesa e até mongol (???). Bem, pelo menos é essa a lembrança que eu tinha desse período que acabou provocando em mim o desejo de desbravar o cardápio do local.

Balcão vermelho com uma chapa grande e redonda, onde vai o prato que você montou para esquentar.

Depois de montar o prato, deixe sua cambuca na bancada que vai tudo para a chapa.

Pois bem, aproveitei o horário de almoço e fui conhecer o Restaurante Chaps, da rede de restaurantes Via China, até para entender como funciona o esquema do lugar. Pelo que entendi, são 3 tipos de rodízios. O primeiro, chamado de Rodízio Chaps (R$ 20,85), permite você desfrutar de um buffet que mistura um estilo self-service (a pessoa vai lá, escolhe as carnes, molhos e acompanhamentos) com um estilo Spoleto oriental, já que a cambuca com os ingredientes é jogada na chapa e misturada pelo Chap Master. Também dá direito ao self-service de comida chinesa, que fica num balcão do outro lado do salão.

O segundo tipo de rodízio, chamado Chaps & Japa (R$ 31,85) é igual ao primeiro, mas também permite o acesso liberado à bancada da comida japonesa (exceto sashimis), com sushis, california, tekamakis, filadelfia, cones, entre outros. Foi esse que escolhi para me aventurar, mesmo existindo a opção “Completo” (R$ 42,85 – chaps, japa e sashimis), pois achei que eram opções demais para a minha fome e dinheiro demais para um almoço despretensioso.

Ah, vale lembrar que os valores são mais baratos para as damas, no horário de almoço, de segunda a quarta-feira. E mais caros a partir da noite de quinta até o domingo.

Enfim,  vamos falar do que vi e experimentei…

Bancada interna do restaurante Chaps, com opções self-service de carnes, peixes, molhos e acompanhamentos.

No equema self-service, você escolhe como montar seu prato asiático com veriedade de carnes e peixes, legumes, acompanhamentos e molhos. Depois, vai pra chapa!

Fiquei um pouco perdido e demorei para entender o que cabia ou não na minha opção. Na verdade, não vi um cardápio nem o cartaz na vitrine e perguntei à atendente que não me explicou muito bem. Então, saí pegando o que eu queria e depois percebi que minhas opções se encaixavam no perfil do rodízio Chaps & Japa. Achei que tava bom e caí dentro.

Bancada com opções de carne para escolher: peixe, lula, frango, lombo, entre outras.

Para montar seu prato, você escolhe que tipo de carne quer e também quanto quer. Camarão, lula, peixe, frango, lombo, entre outras.

A parte self-service fica numa bancada grande, com diversas opções de ingredientes que você vai montando conforme o seu desejo. Da parte de carnes, há peixe, lula, camarão, frango, lombo, kani, carne, carne de soja, frango desfiado e salsicha de frango. Com essa variedade de opções dá pra fazer pratos que remetam à culinária asiática de um modo geral. E o melhor, é você quem escolhe a quantidade do que vai pôr.

Da parte de complementos, há tomate, cebola, champignons, broto de feijão, cebolinha, brócolis, couve-flor e muitos outros.

Para finalizar, há ainda a parte de molhos com um mais curioso que o outro. Eles são organizados, da esquerda para a direita, em ordem de picância. Sente a variedade na foto abaixo (Tonkatsu, Shoyo Chaps, Sweet Sour, Samurai Teriaki, Ponzu, Simplesmente Limão, Asia Barbecue, Satay, Alho e Óleo, Gengibre, Red Thay Curry e Hot Chaps):

Bancada com diversos tipos de molhos para serem escolhidos: teriaki, ponzo, gengibre, satay, barbecue.

12 tipos de molhos diferentes fazem a festa de quem gosta de montar pratos criativos.

Minha primeira combinação, a primeira foto que você vê abaixo, misturou uma generosa porção de camarões pequenos, acompanhado de broto de feijão, nirá, cogumelos e molho ponzo. Coloquei minha cambuca na bancada, o Chaps Master jogou na chapa e me devolveu o prato misturado e quentinho. Achei que estaria mais saboroso do que realmente ficou. Mas não dá pra jogar muito a culpa no lugar, já que a quantidade e a mistura foram feitas por mim. Então eu comi com mais tolerância, mas estava um tanto sem graça.

De parte do japonês, peguei alguns sushis e enrolados que até tem uma qualidade legal, no padrão. Para não deixar passar em branco, chamo a atenção para uma espécie de filadélfia, com um molho agridoce, salteada com castanhas. Combinou bem e acabei pegando mais um pouco pra curtir bem o sabor. A variedade de opções do cardápio é boa e deve atender às expectativas comuns de quem chega lá com desejo de japa.

Prato de camarão, cogumelos, broto de feijão, nirá e molho ponzo. Eu que montei!

Camarão, cogumelos, broto de feijão, nirá e molho ponzo. Eu que montei!

Entre sushis, tekamakis e califórnias, o destaque do buffet japa foi uma espécie de filadélfia com molho agridoce e castanhas.

Se você tiver dúvida ou dificuldade para combinar os ingredientes, um utilitário de mesa oferece algumas sugestões de receitas para seguir. A atitude é inteligente, já que o cliente fica vulnerável e pode acabar misturando frango desfiado com kani e lombo e preparando um prato pra lá de esquisito.

Se observar bem a foto, irá perceber que tem uns pregadores azuis presos ao utilitário. Eles vêm com um número marcado e são grampeados às cambucas, quando estas já estão com os ingredientes dentro, para que o Chaps Master possa ter o controle na hora de jogar na chapa. Não sei se é uma atitude muito higiênica, mas não tenho dúvida que coisas piores acontecem nas cozinhas de 90% dos restaurantes por aí. Então, é melhor não se importar.

Utilitário de mesa com opções de pratos que podem ser montados.

Se sua criatividade estiver fraca, este utilitário de mesa sugere algumas receitas. Repare no pregador ao lado. Ele vai preso na sua cambuca para o cara da chapa poder identificar o número do seu prato.

Para a segunda leva, me dediquei e tentei fazer algo menos sem graça do que a primeira. Dessa vez, misturei bifun (macarrão de arroz) com lula, peixe, cenoura, cebola, acelga e molho de gengibre, shoyo e saquê. Foi pra chapa e voltou quentinho e misturado. Devo admitir que ficou melhor que o primeiro, mas bem distante do que um chef seria capaz de fazer. Também não alcançou um patamar para me deixar amarradão.

Peguei mais um pouquinho de japa, mesmo sem fome, pra fazer valer o valor pago no rodízio. Como a sobremesa só está inclusa no rodízio completo, saí do restaurante com um bafinho de peixe, mas com uma boa impressão do lugar. Mais pelo ambiente, pela proposta e pelas opções do que efetivamente pelos pratos que consegui montar. Culpa minha ou do restaurante? Arrisque-se também e depois conte aqui se teve uma percepção diferente.

Macarrão de arroz (bifun), lula, peixe, cenoura, acelga e cebola com molho de gengibre, shoyo e saquê. O sabor do prato vai da mistura e do talento de quem prepara.



RESUMO DO ALMOÇO

A proposta do lugar é interessante e o ambiente também. Conta pontos na experiência de comer lá poder escolher os ingredientes e a quantidade que irá compor o seu prato. Mas também perde na questão do glamour, da arrumação do prato. Acho que é possível fazer excelentes misturas com a quantidade que desejar de peixes, camarões, lulas e outras carnes. Eu tentei e não consegui montar um prato realmente saboroso. E olha que foi bem misturado e saiu quentinho da chapa gigante que tem atrás do balcão, onde o Chaps Master assume o controle. Aliás, acho que o nome Chaps vem daí. Dessa chapa gigante onde todas as combinações são esquentadas e misturadas. Como minha opção de rodízio dava direito ao buffet japonês, pude desfrutar de alguns enrolados e sushis e a qualidade é boa, sem decepção. Recomendo a ida ao restaurante Chaps menos pela qualidade exuberante da comida e mais pela aventura de poder misturar uma diversidade de carnes, complementos e molhos e montar o seu próprio prato exótico. É divertido arriscar!


O que você achou do funcionamento do Chaps? Curtiu? Se entendeu? COMENTE ESSE POST e deixe um dica ou crítica pra gente!


Restaurante Chaps – Via China

Rua Conde de Irajá, 288
Botafogo – Rio de Janeiro – RJ
Tel: (21) 2286-9096
http://www.viachina.com.br/chaps.html


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Restaurante Casa do Filé – Humaitá

Saboreado por Leonardo Spinardi | Categorias: botafogo, carnes, humaitá | Publicado em 14-01-2011

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Fachada do Restaurante Casa do Filé, no Humaitá (Crédito: Luciana Plaas, do blog http://plaaslalas.blogspot.com).

Fachada do Restaurante Casa do Filé, no Humaitá (Crédito: Luciana Plaas, do blog http://plaaslalas.blogspot.com).

Já faziam algumas vezes que eu passava de carro pelo Humaitá e via na esquina da rua da Cobal o letreiro da Casa do Filé. Ficava imaginando que surpresa o local guardaria para mim e para o pessoal aqui do blog. Pois bem, num final de semana, prevendo que engordaríamos algumas boas gramas, eu e minha mulher fomos caminhando até o Humaitá para desfrutar do famoso filé que dá nome à casa.

Clássico choppinho gelado para abrir os trabalhos - R$ 4,50.

Clássico choppinho gelado para abrir os trabalhos - R$ 4,50.

Como já disse algumas vezes, tento buscar opções diferentes para trazer o relato aqui para o blog. Mas nesse caso, não dava pra fugir do carro chefe do cardápio. É quem comanda, é o que todos experimentam, era o que o meu estômago queria: o Filé! Mas não cometeria o sacrilégio de degustá-lo sem antes abrir o apetite com um choppinho gelado (R$ 4,50). Feito isso, hora do prato principal.

Para degustar o prato principal, famoso pela crostinha de fora e a maciez de dentro, você escolhe o Filé Mignom ou o Mini Medalhão. Feito isso, você tem direito a escolher um molho e dois acompanhamentos. Entre diversas opções, escolhi o Filé em Crosta, com molho de mel e laranja, arroz de amêndoas e mousselini de batata baroa (R$ 37,00). Não me arrependi da mistura. Uma peça alta de carne, levemente crocante por fora e macia por dentro, pousou na minha mesa acompanhada de seus saborosos complementos. Esperei cerca de 20 minutos pelo prato. Devo confessar que estávamos famintos, pois havíamos pulado a entrada e estávamos sem comer nada, só vendo os filés pousando nas outras mesas do salão. Baita tentação!

A opção da minha mulher também ficou com o Filé. Com a fama dele, ficou difícil apostar no Mini Medalhão. Ainda mais com esse “mini” no nome. Hehehehe… O dela foi o Filé em crosta, com molho de mostarda dijon, salada verde e legumes no alho e azeite (R$ 37,00). Um pouco mais caretinha, mas não menos gostoso. Um filézinho com mostarda combina que é uma beleza!

Filé em Crosta, com molho de mel e laranja, arroz de amêndoas e mousselini de batata baroa - R$ 37,00.

Filé em Crosta, com molho de mel e laranja, arroz de amêndoas e mousselini de batata baroa - R$ 37,00.

Filé em crosta, com molho de mostarda dijon, salada verde e legumes no alho e azeite - R$ 37,00.

Filé em crosta, com molho de mostarda dijon, salada verde e legumes no alho e azeite - R$ 37,00.

Já havíamos pulado as entradas, mas não faríamos o mesmo com a sobremesa. Ainda mais quando o cardápio oferece algo que mistura queijo e goiabada, um gelado e outro quente. Quando vi, já identiquei logo qual seria a minha opção. Doce de Goiaba com Sorvete de Queijo (R$ 15,00). Me pegou no ponto fraco. Comecei a gostar muito dessa mistura depois de descobrir o sorvete de Romeu e Julieta da sorveteria Itália. Inclusive, suspeito que o sorvete de queijo que costumo experimentar nos restaurantes seja da Itália. É a mesma consistência, com aquele saborzinho de creme, menos doce e pequenos pedaços mais consistentes de… de… queijo, só que menos salgado do que imaginamos. Delícia! Hora de voltar andando pra casa pra transformar em suor cada gosta das delícias experimentadas.

Doce de goiaba com sorvete de queijo - R$ 15,00.

Doce de goiaba com sorvete de queijo - R$ 15,00.



RESUMO DO ALMOÇO:

Chegamos um pouco depois do horário de almoço de domingo, lá pra 15h30, e o restaurante estava lotado. Tivemos que fazer um aquecimento nos banquinhos que eles dispõem do lado de fora, para que os clientes possam beliscar e bebericar algo enquanto aguardam vagar a mesa. Tomamos um chopp lá e rapidamente fomos atendidos. Nós ficamos na parte de baixo, mas também há um segundo andar com janelas amplas que dão para a rua. Nosso garçom não era o rei da simpatia, mas suspeito que o restaurante lotado era a razão. O filé da minha mulher veio um pouco mal passado para o gosto dela (pra mim estava ótimo) e ela mandou voltar. Troca feita sem problemas. A crosta do filé é discreta, mas a carne é realmente muito boa. Carro chefe da casa que não deixa a desejar em sabor, nem em quantidade. Experimente e me diga!


Restaurante Casa do Filé

Largo dos Leões, 111
Humaitá – Rio de Janeiro – RJ
Tel: (21) 2246-4901
http://www.casadofile.com.br


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Restaurante Fiammetta – Botafogo

Saboreado por Leonardo Spinardi | Categorias: botafogo, bruschetteria, italiano, massas, pizzas, saladas | Publicado em 02-10-2010

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Fachada do Restaurante Fiammetta, no Rio Plaza, em Botafogo.

Fachada do Restaurante Fiammetta, no Rio Plaza, em Botafogo.

Início da noite de um domingo comum, uma extrema vontade de comer uma boa pizza atingiu a mim e à minha mulher. Poderíamos ter ido mais uma vez à pizzaria do supermercado Zona Sul, que é pertinho de casa e tem uma pizza realmente excelente. Mas saímos da zona de conforto e fomos até o Restaurante e Pizzaria Fiammetta, no Rio Plaza, em Botafogo.

O restaurante dispõe de outras 3 filiais em Niterói, Itaipava e na Barra. Destas, só não estive na de Itaipava. Todas as outras posso dizer que ficam dentro do shopping, mas não existe área aberta compartilhada com a praça de alimentação, de forma que o ambiente é exclusivo, além de rústico e bem decorado.

Mas tenho certeza que você não caiu aqui nesse blog para saber sobre a arquitetura do restaurante. Nós também não fomos lá para isso. A fama da pizza Fiammetta é respaldada pelo título DOC (Di Origine Controllata, ou Designação de Origem Controlada), que atesta a qualidade dos produtos e a forma artesanalmente com que é feita nos fornos à lenha.

Mozarela burrata, belas fatias de focaccia, folhas verdes e tomate seco - R$ 31,50.

Mozarela burrata, belas fatias de focaccia, folhas verdes e tomate seco - R$ 31,50.

Como uma única pizza para mim e para minha mulher não daria vazão à nossa fome, agimos certo ao investir numa entrada. E que entrada caprichada, meu amigo! O pedido foi a Burrata, feita com mozarela burrata, belas fatias de focaccia, folhas verdes e tomate seco (R$31,50). Não só pudemos experimentar um outro prato clássico da cozinha italiana, como também saboreamos uma opção que carrega ingredientes light como as folhas verdes e o tomate seco. E o que dizer dessa mozarela burrata? Já comi em  alguns poucos outros lugares e garanto que essa da Fiammetta segue na frente. É uma textura que fica entre o requeijão e o cream cheese, com sabor leve e temperatura fresca. É molhar as focaccias na mozarela e correr pro abraço.

Pizza metade Caprese (R$ 31,50), metade Pomodoro e Fungui - R$ 33,50. A gente paga o valor da mais cara, claro!

Pizza metade Caprese (R$ 31,50), metade Pomodoro e Fungui - R$ 33,50. A gente paga o valor da mais cara, claro!

Enquanto nos satisfazíamos com a entrada, a nossa pizza DOC era feita no forno à lenha. O sabor foi dos melhores: metade Caprese (R$31,50), metade Pomodoro com Fungui (R$ 33,50). A Caprese traz a mistura clássica de manjericão e tomate, só que acrescida de um molho de azeitona preta que, para um apreciador de azeitonas como eu, faz toda a diferença. A Pomodoro com Fungui segue à risca o nome. Farta quantidade de cogumelos com molho de tomate. Pizza quente, fininha, mas com as bordas um pouco mais grossas. Não posso precisar se houve demora no preparo, porque o tempo havia parado enquanto degustávamos a entrada. Mas casou o tempo certinho: ao terminarmos a entrada, logo, logo chegou a pizza.

Satisfeitos, saímos de lá sem experimentar nenhuma sobremesa. Pendura a dívida de mais essa informação aí. Numa próxima visita à Fiammetta, não volto sem esse feedback, combinado?



RESUMO DO JANTAR

O salão do restaurante Fiammetta é amplo e no centro dele existe um grande forno, onde cada uma das maravilhas são preparadas. As maravilhas em forma de pizza são finas, bem rechadas e com um diversidade de sabores muito interessante, mas sem esbarrar nas bizarrices que costumamos encontrar em rodízios. Sei que existem outras delícias escondidas no cardápio que ainda não experimentei, mas outros amigos recomendaram como o Tortano, que é o pão da casa recheado com linguiça calabresa artesanal e toque de erva doce. A minha recomendação fica por conta da Burrata. O preço acompanha a qualidade. É carinho, mas você consegue pedir entradas e pizzas que não fogem do padrão tradicional, sem tomar nenhum susto na hora de pagar a conta.


Já experimentou o cardápio de pizzas da Fiammetta? Costuma comer o que lá? COMENTE ESSE POST e compartilhe sua experiência.


Restaurante Fiammetta

Rua General Severiano, 97
Rio Plaza, 1° piso
Tel: (21) 2295-9096
http://www.fiammetta.com


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Restaurante Miako – Botafogo

Saboreado por Leonardo Spinardi | Categorias: botafogo, chinesa, flamengo, frutos do mar, japonês, orientais, peixes, tailandês | Publicado em 17-09-2010

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Fachada do restaurante japonês Miako, na divisa entre os bairros de Botafogo e Flamengo.

Fachada do restaurante japonês Miako, na divisa entre os bairros de Botafogo e Flamengo.

Na hora do almoço, durante um dia da semana, escapei do trabalho para consertar um micro-ondas na Zona Sul e aproveitei para revisitar um clássico restaurante japonês no Flamengo, na divisiória com o bairro de Botafogo. Trata-se do restaurante Miako. E quando digo clássico, é porque além de não oferecer rodízio, ele é administrado por uma família de japoneses, com muitos deles, inclusive, trabalhando no atendimento. O papel que cobre a mesa informa que o restaurante existe desde 1972. Tradição japonesa é o que não falta.

Desde 1972 servindo a culinária japonesa no Rio de Janeiro. Deve ser bom, não?

Desde 1972 servindo a culinária japonesa no Rio de Janeiro. Deve ser bom, não?

Entrada do restaurante Miako. Sem querer, fotografei a Zezé Polessa, que estava lá com a Débora Falabella e mais uma amiga. Globais no Miako, é mole?

Entrada do restaurante Miako. Sem querer, fotografei a Zezé Polessa, que estava lá com a Débora Falabella e mais uma amiga. Globais no Miako, é mole?

Quando decidi almoçar lá, já estava preparado para comer um pouco menos do que estamos acostumados em rodízio, pois sabia da ausência dessa opção no restaurante. No entanto, me surpreendi com o Miako Japan Fest. Acho que o estabelecimento criou essa opção para se tornar mais competitivo em relação à vizinhança, já que os restaurante Mizu e Via farani oferecem boas opções de rodízio. Acho que a proposta está funcionando. O restaurante estava cheio e eu saí um bocado satisfeito de lá.

Não tem rodízio, mas tem o Japan fest. Não é a mesma coisa, mas compensa.

Não tem rodízio, mas tem o Japan fest. Não é a mesma coisa, mas compensa.

O Miaku Japan Fest oferece mais de 40 opções de pratos japoneses, chineses e até tailandeses, e você pode escolher cinco opções que vêm em pequenas proções, por vezes nem tão pequenas assim. Ainda ganha um sobremesa simbólica de saída. Tudo isso por R$ 38,00. Um precinho um pouco abaixo do rodízio, mas que justifica a quantidade de comida que vai se desenhando.

Porção de shiitake - uma das opções do Japan Fest.

Porção de shiitake - uma das opções do Japan Fest.

Pequena e saudável porção de Nirá. Ao lado, recheada cambuca de Bifun (macarrão de arroz com legumes).

Pequena e saudável porção de Nirá. Ao lado, recheada cambuca de Bifun (macarrão de arroz com legumes).

Preocupado com a possibilidade de comer pouco, selecionei estratégicamente cinco opções que mesclassem uma boa dose de carboidratos, mas também que englobasse algo clássico da cosinha japonesa. As minhas opções foram Shiitake, Nirá, Sushi de Camarão (não podia, eu tive que substituir por Salmão), Bifum (macarrão de arroz com legumes) e um prato tailandês chamado Nua Padnam Man Roi (filé ao molho de ostras com alho).

Nua Padnam Man Roi: filé ao molho de ostras com alho. destaque do Japan Fest.

Nua Padnam Man Roi: filé ao molho de ostras com alho. destaque do Japan Fest.

Sensacional a qualidade do Sashimi de Salmão. Tão bom que eu nem fiquei chateado pelo fato de não ter os de camarão como eu havia pedido.

Sensacional a qualidade do Sashimi de Salmão. Tão bom que eu nem fiquei chateado pelo fato de não ter os de camarão como eu havia pedido.

Incrivelmente senti uma grande diferença na textura e confecção do sushi. Confesso que tenho pouquísima frescura ou percepção de variação nessas peças, mas esta eu achei sensacional. A consistência do arroz todo juntinho, o peixe fresco, o sabor da gordura do salmão, enfim…  Estou curioso para visitar o local novamente e desfrutar de uma farta porções de sushi para ver se me mantenho impressionado. O Shiitake e o Nirá estavam dentro do padrão. O Bifum vem em excelente quantidade, pelando e com bastante legumes. Ganha um sabor extra se derramarmos um pouquinho de molho shoyo nele. O prato tailandês também se destacou pelo molho intenso e pela quantidade. Houve uma troca no pedido, porque eu havia pedido com carne, mas veio com frango. Confesso que também estava delicioso.

Apesar de menos “olho grande” do que eu, minha mulher fez opções iguais as minhas, como o Bifum e o Nirá. Ela também havia pedido o Sushi de camarão, mas como não havia essa opção, ela o substitui por uma porção de Salmão Skin. De diferente, ela investiu no Shimeji, para complementar meu Shiitake, e também  investiu num prato de carne, que foi o Shougayaki (filé ao molho de gengibre). No caso dela, o filé veio conforme o pedido, de carne. Mas o molho de gengibre, apesar de gostoso e diferente, a uma certa altura do prato começa a enjoar. Os destaques ficaram também por conta da qualidade do Sushi e por conta da quantidade do Bifum. Valeu o Miako Japan Fest!

Porção de Shiimeji pedida pela minha mulher, complementar à minha porção de Shiitake.

Porção de Shiimeji pedida pela minha mulher, complementar à minha porção de Shiitake.

Como não tinha Sushi de Camarão, minha mulher também trocou. Só que por uma porção de Salmão Skin.

Como não tinha Sushi de Camarão, minha mulher também trocou. Só que por uma porção de Salmão Skin.

Como ainda tínhamos direito a uma sobremesa, não nos fizemos de rogado. Tudo bem, tenho que admitir que essa de oferecer sobremesa é uma atitude simbólica do restaurante. As opções do dia eram mamão fatiado ou harumaki de banana e canela. Mamão fatiado de sobremesa? Por motivos óbvios, escolhemos o segundo. Dá uma olhada no tamanho do harumaki. Parecia um bombom. Parece que pegaram um único harumaki e dividiram em dois. Uma metade pra mim e outra pra minha mulher. Como já estava satisfeito, não fiquei menos feliz por conta da escassez da sobremesa. Sai satisfeitíssimo!

Rá-Rá! Se eu não estivesse tão satisfeito com a comida, teria achado essa sobremesa de cortesia uma grande piada. Um harumaki pela metade?

Rá-Rá! Se eu não estivesse tão satisfeito com a comida, teria achado essa sobremesa de cortesia uma grande piada. Um harumaki pela metade?



RESUMO DO ALMOÇO:

O Miako é um excelente restaurante japonês, clássico, que não oferece rodízio, mas oferece uma opção similar que é o Miako Japan Fest. Neste festival de 40 opções disponíveis, você pode escolher 5. Acredito que seja administrado por nisseis ou sanseis, descendentes de imigrantes japoneses. O ambiente é um mosaico de referências de tudo quanto é tipo à cultura japonesa. Dessa vez que fui, o atendimento ficou devendo um pouquinho. Estava cheio de executivos (ele fica ao lado da FGV), meu prato veio trocado (mas estava uma delícia), faltava guardanapo na mesa e inicialmente fiquei sem talher para comer. No caso, sem os hashis. No final, não comprometeu a experiência. Não paguei barato, mas comi bem, com qualidade e atendimento mediano.


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Restaurante Miako

Rua Farani, 20
Botafogo – Rio de Janeiro – RJ
Tel: (21) 2552-7847 | 2554-8290
Sem site (acredita?)


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