Restaurante Fiorino – Tijuca

Letreiro do restaurante Fiorino, na Tijuca.

Letreiro do restaurante Fiorino, na Tijuca.

Já tinha ouvido falar bastante do restaurante, mas me faltava a oportunidade ideal para desbravá-lo. Muito porque ele não abre na hora do almoço durante a semana. Sendo assim, tive que aproveitar uma deliciosa tarde de outono, daquela que mistura o sol firme no céu com um friozinho agradável, para saborear a qualidade da tão falada massa. Foi nesse contexto que conheci o Restaurante Fiorino, na Tijuca, especializado em comida italiana.

Fachada do belo casarão onde fica o restaurante Fiorino, na Tijuca.

Fachada do belo casarão onde fica o restaurante Fiorino, na Tijuca.

Muito agradável o ambiente externo, a céu aberto...

Muito agradável o ambiente externo, a céu aberto...

O restaurante é daqueles instalados num casarão antigo, que ocupa um belo terreno no coração da Tijuca. Um espaço ao lado funciona como estacionamento. A varanda a ceu aberto, que fica na frente do restaurante, é convidativa. Impossível não se deixar seduzir pela ideía de comer uma bela massa quentinha, curtindo a calmaria e olhando o céu. Dizem até que o salão interno é bem decorado, rústico. Mas acabou que nem ao banheiro eu fui e não pude comparar onde é mais bacana pra comer. Na dúvida, se o tempo permitir, escolha lá fora.

Couvert individual: cesta de pães e pastas variadas - R$ 9,30.

Couvert individual: cesta de pães e pastas variadas - R$ 9,30.

Insalata tiepida de Rucola con Shiitake: folhas de rúcula, lâminas de manjericão e cogumelos - R$ 18,30.

Insalata tiepida de Rucola con Shiitake: folhas de rúcula, lâminas de manjericão e cogumelos - R$ 18,30.

Fui ao restaurante no esquema família: sogros, esposa, cunhada e afilhado. Uma farra. Para abrir os trabalhos, enquanto decidíamos quais dos atrativos pratos pediríamos, encomendamos um couvert, composto por cesta de pães variados, acompanhados por pastinhas (R$ 9,30 individual). O pão estava bem quentinho e cumpriu a missão de engana-estômago que esperávamos.

Minha sogra que tenta não perder muito a linha nesses eventos do pecado da gula, optou por uma bela Insalata Tiepida de Rucola con Shiitake: folhas de rúcula, lâminas de parmesão e cogumelos (R$ 18,30). Não provei, mas o verde das folhas e as belas lascas de parmesão me pareceram ser uma entrada bem leve e saborosa. A sogrona gostou!

Suspense na chegada dos pratos. Tampa de metal preserva a temperatura e protege as delícias.

Suspense na chegada dos pratos. Tampa de metal preserva a temperatura e protege as delícias.

Ravioli do Mozzarella di Bufula al Pomodoro Fresco: ravioles de mussarela de búfula e berinjela com manjericão ao molho de tomate - R$ 30,50.

Ravioli do Mozzarella di Bufula al Pomodoro Fresco: ravioles de mussarela de búfula e berinjela com manjericão ao molho de tomate - R$ 30,50.

Gnocchetti di Zucca al Gorgonzola: nhoques de abóbora ao molho de gorgonzola - R$ 26,40.

Gnocchetti di Zucca al Gorgonzola: nhoques de abóbora ao molho de gorgonzola - R$ 26,40.

De repente, assim que fomos acabando com as cestinhas de pão, chegou à mesa uma fila de garçons trazendo nossos pratos. Afinal, éramos 5! Achei bacana que o prato chega à mesa protegido por uma tampa de metal, uma referência meio medieval, que não só protege o prato de algo que possa cair no caminho, como também evita o frio, mantendo-o quentinho.

O tirar da tampa, depois do prato apoiado na mesa, é quase um strip-tease. Aquela tampa brilhante abre espaço para um prato colorido e fumegante. A sogrona foi de um prato mais simples, porém não menos gostoso. Foi o Ravioli do Mozzarella di Bufula al Pomodoro Fresco: ravioles de mussarela de búfula e berinjela com manjericão ao molho de tomate  (R$ 30,50). Massa fresca, levinha, com presença suave da berinjela. É claro que provei uma garfada do prato da sogra pra poder dizer se prestava ou não aqui. Achei bom.

A cunhada investiu no prato que eu mais gostei dentre os pedidos. Foi o Gnocchetti di Zucca al Gorgonzola: nhoques de abóbora ao molho de gorgonzola (R$ 26,40). Apesar da simplicidade, a combinação entre a consistência de uma massa feita de abóbora e um molhinho ao ponto de gorgonzola surpreende. Foi o que eu prometi pedir pra mim da próxima vez que visitar o local.

Gamberetti con Fonduta di Formaggi in Cartocci: massa recheada de camarão com queijo cremoso gratinada ao forno - R$ 32,50.

Gamberetti con Fonduta di Formaggi in Cartocci: massa recheada de camarão com queijo cremoso gratinada ao forno - R$ 32,50.

Strozzapretti con Ragù d'Agnello: strozzopretti con ragú de cordeiro ao vinho tinto - R$ 30,50.

Strozzapretti con Ragù d'Agnello: strozzopretti con ragú de cordeiro ao vinho tinto - R$ 30,50.

Meu pedido foi mais pesado, intenso. Trata-se do Strozzapretti con Ragù d’Agnello: strozzopretti con ragú de cordeiro ao vinho tinto (R$ 30,50). Não tenho o que reclamar da massa, mas devo admitir que o prato pesa, o sabor é forte e no meio da refeição você já fica saciado com a forte presença da carne de cordeiro e do vinho tinto. Bom? Sem dúvida! Mas é difícil encarar um prato inteiro porque o sabor é forte.

Meu sogro e minha mulher escolheram o mesmo prato e eu filei bastante deles. Parece ser um dos pratos mais pedidos da casa e, apesar de muito gostoso, ainda assim preferi o nhoque da cunhada. O prato deles foi o Gamberetti con Fonduta di Formaggi in Cartocci: massa recheada de camarão com queijo cremoso gratinada ao forno (R$ 32,50). É uma combinação de elementos que parece que não tem como dar errado. E não dá. Uma massa embrulhada, bem amarelinha, recheada com camarão e um creme de queijo em fartura. Esse almoço teve uma sequência de pratos um tanto especial, não?

Para explorar o paladar, pedimos duas sobremesas para dividr entre a mesa toda, já que o espaço no estômago de cada um era reduzido. As sobremesas escolhidas do cardápio foram a Crostatina Rustica alle Noci: torta quente de nozes com sorvete de baunilha (R$ 17,90) e a Gelato Fiorino: camadas de sorvete de chocolate, doce de leite, palitos franceses ao rum, calda de chocolate e amêndoas (R$ 14,90). Se eu fosse você, não desperdiçaria estômago. O Gelato Fiorino é sensacional e faz a outra sobremesa parecer simples. O que eles chamam de “camadas de sorvete de chocolate” é algo gelado porém mais cremoso, mais substancioso. No meio dessas camadas, rajadas de doce de leite e crostas de amêndoas. Combinação arrasadora. Vai por mim e leve esse sabor na boca pra casa.

Crostatina Rustica alle Noci: torta quente de nozes com sorvete de baunilha - R$ 17,90.

Crostatina Rustica alle Noci: torta quente de nozes com sorvete de baunilha - R$ 17,90.

Gelato Fiorino: camadas de sorvete de chocolate, doce de leite, palitos franceses ao rum, calda de chocolate e amêndoas - R$ 14,90.

Gelato Fiorino: camadas de sorvete de chocolate, doce de leite, palitos franceses ao rum, calda de chocolate e amêndoas - R$ 14,90.



RESUMO DO ALMOÇO:

Antes de qualquer observação, devo falar mal da política da casa. Eles não aceitam cartão de crédito nem débito. E como é que paga? Cheque ou dinheiro! Vamos combinar que os pratos não são nenhuma pechicnha e, por isso, as contas não devem sair um valor que se tem no bolso. O restaurante deve ter lá os seus motivos para isso, mas acho que esse é um ponto que os clientes devem considerar, até mesmo para evitar constrangimento. Passado esse absurdo, o atendimento foi excelente e o ambiente ali de fora, numa tarde de outono, estava muito agradável. Talvez seja menos no verão. Os pratos até demoraram um pouquinho, mas a qualidade de cada um deles fez a gente esquecer a possível demora. Boa quantidade, muita sabor e pratos bem elaborados. Variedade. Cardápio difícil até de escolher.


O que você acha do restaurante Fiorino? Qual é o seu prato predileto. Se souber o motivo de eles não aceitarem cartões COMENTE ESSE POST e divida sua opinião com a gente!


Restaurante Fiorino

Av. Heitor Beltrão, 126
Tijuca – Rio de Janeiro – RJ
Tel: (21) 2567-4476 | 2567-3386
http://ristorantefiorino.com.br/


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10 Responses to “Restaurante Fiorino – Tijuca”

  1. July 21, 2011 at 1:07 am #

    Leo, quando eu morava na Tijuca – me mudei para o Flamengo há quase 15 anos – eu ia ao Fiorino sempre. Para você ver, meu jantar de formatura de 2o grau (1984) foi lá! ;-)))) Mas esta questão de não aceitarem cartão no Fiorino – o que se repete no Pomodorino e no Artigiano, da mesma família – é clássica. Eu e minha esposa brincamos que só pode ser por motivo religioso, porque, vamos ser sinceros, a esta altura, com quase 30 anos de restaurante, botar culpa nas taxas que os cartões cobram fica até feio, né? 😉

  2. Rachel
    August 16, 2013 at 8:53 pm #

    Já fui lá algumas vezes e em todas eu não gostei do atendimento. Os garçons parecem estar de má vontade, e tentando fazer a gente ir embora.
    Como foi seu atendimento ?

  3. Marcio Santos
    November 25, 2013 at 2:47 pm #

    Fui ao Fiorino neste ultimo final de semana, para um jantar. Por não conhecer a casa, me deparei com a surpresa de não aceitarem cartões. Desconcertado, deixei meus acompanhantes na mesa e sai em busca de um caixa eletrônico para sacar o montante do pagamento..

    Mas isto nada foi, face ao que presenciei. O maitre tratou de forma grosseira uma cliente (que não conheço) que estava entrando no ambiente com uma torta nas mãos, para uma confraternização com cerca de 10 pessoas que já a aguardavam. Aceito as regras da casa em não permitir a entrada com a torta, mas fiquei constrangido ao ver a cliente ser tratada de forma quase humilhante pelo maitre e não percebi nenhuma atitude fora da “boa educação” por parte da cliente que justificasse a postura inadequada do maitre.

  4. November 25, 2013 at 4:37 pm #

    Obrigado pelo comentário, Marcio!

    A questão do cartão é realmente um grande inconveniente, mas, como você bem disse, as regras da casa são as regras da casa e só vai lá quem quer. A mesma coisa serve pra torta. Mas, como tudo na vida, o jeito que se aborda o outro é que conta. Só tive uma experiência lá, mas não vivi nada parecido com os maus tratos relatados.

    Enfim, o espaço está aberto aqui para que as pessoas conheçam um pouco mais do restaurante que pretendem ir. Nem sempre ele acerta. Mas não é sempre que ele erra também. Tiremos nossas conclusões ao escolher, certo?
    http://restaurantesdorio.com.br/wp-admin/edit-comments.php?p=1140&approved=1#comments-form
    um abraço,
    Leonardo Spinardi

  5. Renata Monteiro
    November 29, 2013 at 8:14 pm #

    Frequento o Fiorino há quase 30 anos e não conheço nada q se compare quando o assunto é custo X benefício. Tudo o q se puder imaginar é fabricado lá, desde as massas e molhos até as sobremesas e o biscoitinho q acompanha o café. E tudo é delicioso!
    Infelizmente, a qualidade do atendimento sofreu ligeira degradação. É um fenômeno generalizado, não é privilégio de lá. Mão de obra especializada é artigo raro no mercado, seja qual for o setor. Nunca presenciei nada como a estória da torta, mas concordo com Marcio Santos e Leo Spinardi: aceito a regra, mas nunca os maus tratos a quem quer q seja!
    Quanto à questão do cartão de crédito, até houve uma época em q chegaram a aceitá-los, mas durou pouco. Acho inconveniente, mas fácil de entender: ano passado, o aniversário de minha mãe caiu numa segunda-feira. A família – umas 12 cabeças – foi comemorar lá, sem fazer reserva. Não havia uma mesa vaga sequer! Só não voltamos para casa com fome pq somos clientes fiéis e a equipe mobilizou-se para nos acomodar, mesmo com algum aperto e depois de uma espera até rápida.
    Essas e outras lembranças é q fazem com q a segunda geração de minha família continue voltando sempre lá.

  6. December 2, 2013 at 5:16 pm #

    Olá, Renata!

    Entre comentários negativos recentes, eis um que também mostra o lado positivo. Obrigado pela colaboração.

    um abraço,
    Leonardo Spinardi

  7. Rosane Gomes
    April 27, 2014 at 8:05 pm #

    Já fui várias vezes a esse restaurante, mas hoje foi a última vez. É um restaurante que não respeita as leis. O acesso ao toilhet feminino é no andar superior e a único acesso é por uma escada com pouquíssima iluminação. É um ambiente público onde é permitido fumar. E quando questionei o maitre, ele me informou que Lei Federal não serve para o Rio de Janeiro. Diante desse argumento, me calei , pois não iria bater boca com um indivíduo com tal despreparo. Dei o assunto por encerrado, ali.
    Éramos 10 pessoas e tivemos que sentar em mesas separadas, porque, pelo maitre, a decoradora do restaurante, não permite que junte as mesas.
    Pedimos as contas e as notinhas. O garçon me pergunta se desejo a notinha das duas mesas ou só da minha.

  8. April 28, 2014 at 2:00 pm #

    Obrigado pelo comentário, Rosane! Fica aí o registro de que, apesar de bem visto pelos frequentadores da região, o restaurante tem lá os seus vacilos: não aceitar cartão e não abrir durante a semana para o almoço são dois deles. Essa questão com o cigarro parece outro, né?

    um abraço,
    Leonardo

  9. Fabio Santos
    June 21, 2016 at 3:10 pm #

    Boa tarde! Comecei a frequentar o Fiorino a algum tempo… Na região se falando de comida Italiana é o melhor. Nunca presenciei nenhum tipo de contratempo ou atendimento ruim, porém a minha primeira vez no restante tive que deixar minha esposa só na mesa pra que eu pudesse ir até a rua fazer o saque e pagar a conta. Mas a comida é de excelente qualidade, o ambiente e confortável e acolhedor.

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  1. RESTAURANTES DO RIO – Experiências de um paladar comum que gosta de comida boa, preço justo e de um bom atendimento. » Blog Archive » Restaurante Artigiano – Ipanema - August 4, 2011

    […] restaurante Artigiano em Ipanema é da mesma família que o Fiorino, na Tijuca, que foi resenhado recentemente aqui. Aliás, me arriscaria a dizer que o cardápio é igualzinho. Inclusive, poderiam ter o mesmo nome, […]

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